Como dizia Marisa “quando penso no futuro, não esqueço do passado”, em meio aos versos da “Dança da solidão”. E a tristeza é a senhora, em “Desde que o samba é samba”... Fica marcado o mero fato de que não é só para mim: a solidão apavora, e no final das contas o que nos resta é cantar e mandar a tristeza embora. E o caso é “chega de saudades”, e no bailar de Roberta ouvindo os versos de Vinícius, mergulhar em um devaneio e dizer ao mundo: Tristeza vai e diga a ela que sem ela não posso mais ser, e em uma prece solicitar que regresse pois não quero mais sofrer.
Nossa...quantas coisas não fazemos seguindo o caminho que o mundo traçou as cartilhas que alguém ensinou a receita de uma vida normal... Mas o que devemos fazer afinal?
E deixar o que a vida tem de melhor. O que importa?
“Toma um copo, dá um tempo que a tristeza vai passar (...) o que realmente vale é o sentimento, é o amor que a gente tem no coração...” Max é isso aí, com umas doses de entusiasmo e força de vontade iremos dar mais um passo à vitória e lembrar, que muitas das vezes não é esquecer, mas sim deixar que as lembranças não se torne tênues a ponto de nos fazer sofrer ou cometer novas sandices, se é que me entende!!! Como dissemos, o negócio e relaxar e deixar a vida seguir seu rumo natural, hoje pensamos assim, amanhã a opinião muda e depois a gente apreende novas experiências e passa a enxergar por novos referenciais, simplesmente porque a metamorfose ambulante na qual o eterno Raul se refere é a constante do viver: "...do que ter aquela velha opinião formanda sobre tudo sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou..." Além disso, bastemos olhar um pouco mais tolerantemente para as pessoas, os objetos e os animais, que, no fundo com o Paralamas "...possa sempre mostrar algo de bom..." É isso!
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