Lugar em que sou eu mesma ou mesma eu sou. Ao dizer, pensar, refletir e imaginar logo mudo de ideia. Assim, "metamorfósica". Andarilha de sentidos.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Cinema
Essa semana vi o filme nacional "Bruna Surfistinha". Confesso que o resultado do filme não me convenceu, mas assistindo-o refleti muito sobre o tema Adoção. O complexo de Raquel e de milhares de pessoas adotadas é algo questionável e passível de escolhas difíceis. Como sempre pensei em adotar, fiquei imaginando como eu faria para contar ao meu filho que ele é adotado. Essa tarefa deve ser empreendida com bastante cautela. Quando criança não temos personalidade formada e o mundo ainda é abstrato demais. Nos reconhecemos através do outro e os imitamos, assim como fazemos quando iniciamos a verbalizar algo, como por exemplo, na fala. Na adolescência estamos em fase de transição entre o concreto e a formação da própria identidade, tarefas não lineares e independentes entre si. Você já deve ter muito ouvido falar da aborrecência!!! Contudo, continuo sem saber o que é melhor: Dizer para o ser humano adotivo quando criança ou na fase puberal? Eis a questão... e essa, nem Shakeaspeare ia saber e muito menos Édipo ia decifrar. Doravante, só espero tomar uma decisão da qual arrepender será minha última afirmativa.
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